quinta-feira, 12 de junho de 2008


Ficha de um dos melhores filmes de todos os tempos:

Aurora (Sunrise, 1927), de F. W. Murnau, baseado no romance de Herrman Suderman, Viagem a Tilsit.

Direção: F.W. Murnau
Roteiro: Carl Mayer
Baseado no romance Die Reise Nach Tilsit (Viagem a Tilsit) de Hermann Sudermann
Cinematografia: Charles Rosher and Karl Struss
Música: Hugo Riesenfeld
Montagem: Harold D. Schuster
Produção: William Fox

Papéis principais:

George O'Brien - O marido
Janet Gaynor - A esposa
Margaret Livingston - A mulher da cidade

Murnau, cultura cinematográfica e Cineclube CTAM

O Cineclube do Colégio Tia Ana Maria (CCTAM), que foi implantado na sexta-feira (6) em solenidade marcante e prestigiada por diversas autoridades políticas, empresariais e culturais do Norte Pioneiro, vai realizar a sua primeira sessão amanhã (sexta-feira, 13), com o filme Sunrise (Aurora, 1927), do genial diretor alemão Friedrich Wilhelm Murnau, nascido em 1888 e falecido prematuramente aos 43 anos de idade num acidente de automóvel em 1931, na Califórnia (EUA).
Dessa forma, daremos início ao projeto de apresentação da História do Cinema através de filmes realizados pelos mais importantes diretores, que souberam, cada um no seu estilo, fazer do cinema uma arte.
Com a implantação desse espaço de formação, os associados poderão assistir, entender e debater filmes como, por exemplo, “O nascimento de uma nação” (1915), de D. W. Griffith, reconhecido como o inventor da linguagem cinematográfica, onde o diretor proporcionou ao cinema, a famosa “montagem paralela”, dentre outros recursos, inscrevendo o nome do diretor para sempre na História do Cinema Mundial.
Vamos assistir ainda: “Outubro” (1927), de Sergei Eisenstein, genial cineasta que possibilitou através da “montagem de atrações”, um dimensionamento ainda maior das possibilidades da imagem em determinar a força de uma idéia e, no caso dele, a propaganda do comunismo.
Mas por que a nossa primeira projeção será “Aurora”? Pelo simples fato de se fazer uma singela homenagem a Murnau, marcando assim, a nossa primeira projeção com esse inesquecível filme. Por isso, decidimos dar um corte na cronologia das projeções, que poderia, por exemplo, começar com o citado filme de Griffith.
Aurora, obra-prima da cinematografia internacional, é considerado pelo filósofo Olavo de Carvalho como o melhor filme de todos os tempos. Disse ele na sua análise intitulada “Aurora, de F.W. Murnau (1927): cinema e metafísica”, comparando Murnau a outro grande mestre do cinema, Eisenstein:
“Quando se vê que o grande Eisenstein nada mais fazia senão juntar imagens com tanto esforço para produzir, por associação, alguma patriotada a serviço da propaganda comunista, aí é que a arte de Murnau nos surpreende por sua capacidade de conduzir, através do jogo de imagens, a algo que está acima de toda imagem e mesmo acima de nossa capacidade de expressão em palavras.” Para quem estiver interessado em ler o citado ensaio analítico, que é o melhor já redigido sobre o filme (uma análise definitiva), basta acessar
www.novocinema.blogspot.com
Murnau é um artista que não se deixou prender pelo estilo expressionista legado por Robert Wiene, diretor do filme “O gabinete do doutor Caligari” (1919), mas ele foi além e não se deixou prender às convenções da estética. Com o filme “Nosferatu” (1921), por exemplo, baseado na obra Drácula, romance de Bram Stocker, sem fazer menção nos créditos, observamos o seu estilo sutil na consecução de uma tomada de câmera (sempre com um objetivo) para revelar o inconsciente dos seus personagens e mais ainda:
Afeito a uma corrente chamada Kammerspiel, Murnau não cria os seus filmes centrados, por exemplo, nas distorções cenográficas, como a que observamos no filme de Wiene. Em Nosferatu, Murnau levou a sua equipe para cenários naturais, com locações em cidades como Bremen e Lauenburg, por exemplo.
Em Nofesratu, nos surpreende, além do cenário natural, o aproveitamento realista imprimido pelo diretor, levando-nos ao questionamento sobre a angústia, a questão da morte, o lado perverso do homem. Senão ainda, podemos observar a capacidade inventiva, que devem ser reparadas nas cenas como a entrada do navio no porto; o desaparecimento do vampiro, na hora em que o galo canta; Harker numa viagem ao país dos fantasmas, dentre outras elaborações desse mestre do cinema mudo.
Respeitado por outros grandes diretores, como Charles Chaplin, o realizador de “Tempos Modernos” (1936), filme que faz uma dura crítica ao cinema falado, e que vamos também assistir no nosso Cineclube CTAM, Chaplin, sob o impacto de Aurora, chegou a afirmar que o cinema mudo tinha chegado à perfeição absoluta. Ele estava coberto de razão.
O papel criador e as possibilidades que se pode obter da câmera, observamos nos grandes filmes de Murnau, mas foi com “Aurora”, que o diretor alemão fez a câmera mover para perscrutar o sentimento dos personagens com a sutileza de um poeta. Sim, o filósofo Olavo de Carvalho tem razão, é uma obra de dimensão metafísica.

Este texto, escrito por L. C. Bragança de Pina (jornalista, roteirista, cineasta e professor), foi publicado pela Tribuna do Vale na edição de hoje (12/6). Pina é também diretor e curador do Cineclube CTAM.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Aurora será o primeiro filme do CCTAM

Um dos melhores filmes de todos os tempos

O filme mudo Sunrise (Aurora, 1927), dirigido pelo genial Friedrich Wilhelm Murnau vai ser o primeiro filme exibido por nosso Cineclube do Colégio Tia Ana Maria (CCTM). Decidimos dar esse corte na cronologia, com o objetivo de homenagear o diretor, já que o nosso primeiro filme seria O nascimento de uma nação (1915), de D. W. Griffith.
Então anote aí, sexta-feira (13), feriado em Santo Antônio da Platina, pontualmente às 19 horas, compareça lá no Colégio Tia Ana Maria e vá direto para o nosso templo cinematográfico: o CCTAM.

Leia o que foi veiculado na imprensa local:

Vale do Sol Fm

SAP

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Implantação do Cineclube do Colégio Tia Ana Maria foi um sucesso


Professora Márcia Veiga, presidente do CCTAM
e o diretor e curador do cineclube L.C. Bragança de Pina,
descerram a película de inauguração do cineclube (foto: Paulo, Digital Studio)

A solenidade de implantação do Cineclube do Colégio Tia Ana Maria (CCTAM) foi o evento cultural mais prestigiado de Santo Antônio da Platina nos últimos dois anos, como podemos observar nas diversas matérias veiculadas pela mídia local.
Prestigiaram o evento, que aconteceu na noite da última sexta-feira (6), além da diretora do Colégio Tia Ana Maria e presidente do CCTAM, professora Márcia Veiga, acompanhada do seu esposo; o bispo diocesano de Jacarezinho e reitor da Universidade do Norte do Paraná, dom Fernando José Penteado; a professora, ex-diretora da Fafija e atriz premiada no Paraná, Cássia Pimentel da Rocha Faleiros, que representou a atual diretora da faculdade, Ilca Maria Setti; professora Luzia Oliveira; a empresária Nilzéia Spina; o prefeito de Santo Antônio da Platina; Pedro Claro; a médica Maria Ana Pombo; a presidente do Sindicato dos Professores Platinenses (APPLAT), Suely Rezende; os vereadores José da Silva Coelho Neto (presidente da Câmara Municipal de Santo Antônio da Platina); Amauri Lopes Ramos e Celso Schmidt, pai da nossa querida pianista Aline Schmidt; Muricy Silva, ator do primeiro filme colorido do Paraná “Bom Jesus da Cana Verde”, realizado em Siqueira Campos; a diretora do Departamento de Cultura de Siqueira Campos e também diretora do Museu daquela cidade, Maria da Graça Montanha César; o ex-diretor do Departamento de Cultura de Jacarezinho, Danilo de Oliveira; o artista plástico e presidente da Fundação Cultural de Santo Antônio da Platina, Ricardo Laranjo; Carol Andrade, do Departamento de Comunicação Social de Jacarezinho; Ricardo Borges o tenente do Tiro de Guerra de Santo Antônio da Platina, Pereira Filho, um dos artífices da organização para a implantação do CCTAM etc.

Eis o que foi veiculado na mídia local:

Os momentos marcantes da solenidade, através das fotos do jornalista Felipe Campos Peres, do jornal Tribuna do Vale:
Filmadora Super 8 e projetor

Renato Nadalini Aguiar

Pina

Agora as imagens do fotógrafo Paulo, da Digital Studio:

O mímico

Celso Schmidt (esquerda), Maria Ana Pombo e Pedro Claro